DRGE e Dispepsia Funcional
📌 DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO (DRGE)
Epidemiologia
- Prevalência: 10–20% da população ocidental; Brasil 10–15%
- Aumento de incidência nas últimas décadas (obesidade, dieta ocidental)
- Complicação grave: esôfago de Barrett (risco de adenocarcinoma esofágico)
- Sintoma-guia: pirose (azia) e regurgitação ácida
Fisiopatologia
- Disfunção do esfíncter esofagiano inferior (EEI) → relaxamentos transitórios inapropriados
- Fatores que ↓ tônus do EEI: chocolate, cafeína, álcool, tabaco, menta, gordura, progesterona
- Obesidade: ↑ pressão intra-abdominal → herniação diafragmática
- Hérnia de hiato: não causa DRGE por si só, mas facilita o refluxo (↓ clearance esofágico)
- Clareamento esofágico reduzido (↓ motilidade, ↓ saliva) → maior exposição ácida
Diagnóstico
Clínica típica: pirose + regurgitação ácida → diagnóstico clínico suficiente para iniciar IBP
Sinais de alarme (endoscopia obrigatória):
- Disfagia, odinofagia
- Perda de peso não intencional
- Anemia, sangramento (hematêmese, melena)
- Massa epigástrica palpável
- Vômitos persistentes
- Idade >45 anos com início recente dos sintomas
Pró-cinéticos e IBP empírico: resposta ao IBP confirma DRGE (sensibilidade 75–80%)
Endoscopia digestiva alta (EDA):
- Não obrigatória para diagnóstico em casos típicos sem alarme
- Obrigatória em: sinais de alarme, falha ao IBP, antes de cirurgia antirrefluxo
pHmetria esofágica 24h (gold standard): tempo de exposição ácida (pH <4), número de episódios, correlação sintoma-refluxo; indicada em: dúvida diagnóstica, avaliação pré-cirúrgica, falha ao IBP
Manometria esofágica de alta resolução: avalia motilidade esofágica antes de cirurgia
Classificação de Los Angeles (Esofagite de Refluxo)
| Grau | Descrição | |
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